quinta-feira, 16 de julho de 2009

ORIXÁS KETU!

Orixás
Os Orixás do Ketu são basicamente os da Mitologia Yoruba.Olorun é o Deus supremo, que criou as divindades ou Orishas (Orixás). As centenas de orixás ainda cultuados na África, ficou reduzida à um pequeno número que são invocados em cerimônias:Exu, Orixá guardião dos templos, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos., Orixá do ferro, guerra, fogo, e tecnologia.Oxóssi, Orixá da caça e da fartura.Logunedé, Orixá jovem da caça e da pescaXangô, Orixá do fogo e trovão, protetor da justiça.Obaluaiyê, Orixá das doenças epidérmicas e pragas.Oxumaré, Orixá da chuva e do arco-íris.Ossaim, Orixá dos remédios, conhece o segredo de todas as folhas.Oyá ou Iansã, Orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestade, e do Rio NigerOxum, Orixá feminino dos rios, do ouro, jogo de búzios, e amor.Iemanjá, Orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de muitos Orixás.Nanã, Orixá feminino dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiê.Ewá, Orixá feminino do Rio Ewá.Obá, Orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de XangôAxabó, Orixá feminino da família de XangôIbeji, Orixá dos gêmeosIrôco, Orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil).Egungun, Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás.Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna.Onilé, Orixá do culto de EgungunOxalá, é um nome genérico para vários Orixás Funfun (branco)OrixaNlá ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanosIfá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, Orixá da Adivinhação e do destino.Odudua, Orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba.Oranian, Orixá filho mais novo de OduduaBaiani, Orixá também chamado Dadá AjakáOlokun, Orixá divindade do mar Oxalufon, Orixá velho e sábioOxaguian, Orixá jovem e guerreiroOrixá Oko, Orixá da agricultura Na África cada Orixá estava ligado originalmente a uma cidade ou a um país inteiro. Tratava-se de uma série de cultos regionais ou nacionais. Sàngó em Oyó, Yemoja na região de Egbá, Iyewa em Egbado, Ogún em Ekiti e Ondô, Òssun em Ijexá e Ijebu, Erinlé em Ilobu, Lógunnède em Ilexá, Otin em Inixá, Osàálà-Obàtálá em Ifé, subdivididos em Osàlúfon em Ifan e Òságiyan em EjigbôNo Brasil, em cada templo religioso são cultuados todos os Orixás, diferenciando que nas casas grandes tem um quarto separado para cada Orixá, nas casas menores são cultuados em um único quarto de santo (termo usado para designar o quarto onde são cultuados os Orixás).RitualO Ritual de uma casa de Ketu, é diferente das casas de outras nações, a diferença está no idioma, no toque dos Ilus (Atabaque no Ketu), nas cantigas, nas cores usadas pelos Orixás, os rituais mais importantes são: Padê, Sacrifício, Oferenda, Sassayin, Iniciação, Axexê, Olubajé, Águas de Oxalá, Ipeté de Oxum,...A língua sagrada utilizada em rituais do Ketu é o (Iorubá ou Nagô) é derivado da língua Yoruba. O povo de Ketu procura manter-se fiel aos ensinamentos das africanas que fundaram as primeiras casas, reproduzem os rituais, rezas, lendas, cantigas, comidas, festas, esses ensinamentos são passados oralmente (ver oralidade) até hoje....HierarquiaAs posições principais do Ketu (são chamados de cargo ou posto, em yoruba Olóyès , Ogãns e Àjòiès), em termos de autoridade, são:O cargo de autoridade máxima dentro de uma casa de candomblé é o de Iyálorixá (mulher - mãe-de-santo) ou Babalorixá (homem - pai-de-santo. São pessoas escolhidas pelos Orixás para ocupar esse posto. São sacerdotes, que após muitos anos de estudo adquiriram o conhecimento para tal função. Existem casos que a pessoa escolhida através do jogo de búzios ainda não estar preparada para assumir o posto, nesse caso terá que ser assistida por todos Egbomis (meu irmão mais velho) da casa para obter o conhecimento necessário.Iyalorixá ou Babalorixá: A palavra iyá do yoruba significa mãe, babá significa pai.Iyakekerê (mulher): mãe pequena, segunda sacerdotisa.Babakekerê (homem): pai pequeno, segundo sacerdote.Iyalaxé (mulher): cuida dos objetos ritual.Agibonã: mãe criadeira, supervisiona e ajuda na iniciaçãoEgbomi: Ou Egbomi são pessoas que já cumpriram o período de sete anos da iniciação (significado: meu irmão mais velho).Iyabassê: (mulher): responsável pela preparação das comidas-de-santoIaô: filho-de-santo (que já incorpora Orixás).Abiã ou abian: Novato.Axogun: responsável pelo sacrifício dos animais. (não entram em transe).Alagbê: Responsável pelos atabaques e pelos toques. (não entram em transe).Ogâ ou Ogan: Tocadores de atabaques (não entram em transe).Ajoiê ou ekedi: Camareira do Orixá (não entram em transe). Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Gantois, de "Iyárobá" e na Angola, é chamada de "makota de angúzo", "ekedi" é nome de origem Jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil. (em edição)
Postado por FEDERAÇÃO MAGIA CIGANA às 19:40 0 comentários




quinta-feira, 9 de julho de 2009

AMADOS CIGANOS OS ANDARILHOS DA UMBANDA





Assim como muitos grupos e massas coletivas são colocados em várias dimensões galácticas e destinados ao encarne, dentro de um critério divino de avaliação e evolução, a exemplo de Capela e outros, os Espíritos Ciganos que hoje levam esse nome e que foram trazidos para reencarne em massa em nosso planeta Terra de outra galáxia, imigrando por designação divina de outras dimensões planetárias, carregam consigo a sabedoria, os costumes e o conhecimento. Por milênios vêm reencarnando e seguindo a ordem natural da evolução, conseguindo através dos tempos conquistar seu próprio espaço entre os demais, produzindo e conseguindo seus próprios gráficos universais de força no Plano Espiritual.
Acreditamos que, em razão também da união que os abençoa, acabaram por socorrer seus próprios pares que agrupando-se em plena evolução, se tornaram uma das mais prestigiadas correntes de trabalho no Plano Espiritual, motivo pelo qual, a par de seus já concebidos conhecimentos e magística, ocupam hoje o lugar de destaque nesta dimensão astral, bem como se justifica, a cada passo, ao longo do tempo, a trajetória admirável que vêm travando junto às Falanges da Umbanda Sagrada e toda Espiritualidade, explicando-se dessa maneira a importância do trabalho que vêm desenvolvendo neste plano. Carregam a denominação de Corrente Cigana, tanto quanto as outras tantas correntes de trabalho que conhecemos, com uma tendência natural de torna-se cada vez mais conhecida.
Carregam as Falanges Ciganas, juntamente com as Falanges Orientais, uma importância muito elevada, sendo cultuadas por todo um segmento, e que se explica por suas próprias razões, elegendo a prioridade de trabalho dentro da ordem natural das coisas em suas próprias tendências e especialidades.
Assim, numerosas Correntes Ciganas estão a serviço do mundo imaterial e carregam como seus sustentadores e dirigentes aqueles Espíritos mais evoluídos e antigos dentro da ordem e aprendizado, confundindo-se muitas vezes pela repetição dos nomes comuns apresentados para melhor conhecimento, preservando os costumes como forma de trabalho e respeito, facilitando a possibilidade de ampliar suas correntes com seus companheiros desencarnados e que buscam no universo Astral seu paradeiro, como ocorre em todas outras correntes do Espaço.
O Povo Cigano designado ao encarne na Terra, através dos tempos e de todo o trabalho desenvolvido até então, conseguiu conquistar um lugar de razoável importância dentro deste contexto espiritual, tendo muitos deles alcançado a graça de seguirem para outros espaços de maior evolução espiritual, juntamente com outros grupos de Espíritos, também de longa data de reencarnações repetidas na Terra e de grande contribuição, caridade e aprendizado no plano imaterial.
É importante que se esclareça que a vinculação vibratória e de Axé dos Espíritos Ciganos tem relação estreita com as cores utilizadas no culto e também com os incensos. Para o Cigano de trabalho, se possível, deve ser mantido um altar separado do altar geral, o que não quer dizer que não se possa cultuá-lo no altar normal. Esse altar deve manter sua imagem, o incenso apropriado, uma taça com água e outra com vinho, mantendo a pedra da cor de preferência do Cigano em um suporte de alumínio. É importante fazer-lhe oferendas periódicas e mantê-lo iluminado sempre com vela branca e outra da cor referida. No caso das Ciganas, apenas alterar a bebida para licor doce. Sempre que possível, deve-se derramar algumas gotas de azeite doce na pedra, deixando por três dias para depois limpa-la.
Os Espíritos Ciganos gostam muito de festas, e todas devem acontecer com bastante fruta, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, podendo-se encher uma jarra de vinho tinto com um pouco de mel. As saias das Ciganas são sempre muito coloridas e o baralho, o espelho, o punhal, os dados, os cristais, a dança e a música, moedas e medalhas são sempre instrumentos magísticos de trabalho dos Ciganos em geral.
Muitas vezes se formam no Espaço agrupamentos de Espíritos que conviveram em um mesmo clã e percorrem a caminhada da luz e dos trabalhos de caridade juntos, engrossando fileiras nas Correntes Ciganas. As Consagrações Ciganas devem ter sempre comidas no ritual próprio, isto é, no Ritual Cigano.



HINO INTERNACIONAL ROM
Gelem, gelem lungone dromensarmaladilem baxtale Rromençar A Rromalen kotar tumen aven E chaxrençar bokhale chavençar
A Rromalen, A chavalen
Caminhei, caminhei por longos caminhos Encontrei afortunados roma Ai, roma, de onde vêm com as tendas e as crianças famintas?
Ai, roma, ai, rapazes!
Sàsa vi man bari familja Mudardás la i Kali Lègia Saren chindás vi Rromen vi RromenMaskar lenoe vi tikne chavorren
A Rromalen, A chavalen
Também tinha uma grande família foi assassinada pela Legião Negra homens e mulheres foram esquartejados entre eles também crianças pequenas.
Ai, roma, ai, rapazes!
Putar Dvla te kale udaraTe saj dikhav kaj si me manusa Palem ka gav lungone dromençar Ta ka phirav baxtale Rromençar
A Rromalen, A chavalen
Abre, Deus, as negras portas para que eu possa ver onde está minha gente. Voltarei a percorrer os caminhos e caminharei com os afortunados roma.
Ai, roma, ai, rapazes!
Opre Rroma isi vaxt akana Ajde mançar sa lumáqe RromaO kalo muj ta e kale jakha Kamàva len sar e kale drakha
A Rromalen, A chavalen.
Avante, roma, agora é o momento,Venham comigo os roma do mundo Da cara morena e dos olhos escuros Gosto tanto como das uvas negras
Ai, roma, ai, rapazes

CABOCLOS NA UMBANDA!


São considerados depois dos pretos velhos os grandes mentores espirituais da Umbanda. Foram eles que junto com os Catimbozeiros, decodificaram e organizaram a Umbanda e suas linhas. São comumente chefes de casas de santo, e não comum vem como entidades chefes das cabeças dos Zeladores ou Zeladoras.
No ano de 1908 através do Médium Zélio Bernardino de Moraes, o Caboclo das 7 encruzilhadas anunciou a nova religião (genuinamente brasileira), fugindo quase que na totalidade dos costumes das nações do Candomblé. Hoje dentro de Umbanda o termo "Caboclo" designa tal importância ao ponto de ser sinônimo de entidades que nela trabalham.
"Dentro de Umbanda não se faz Orixás e sim caboclos!!!" Essa expressão é por muitos desconhecida e confusa. Primeiramente o termo "caboclo" antes de designar índio, ou mesmo caboclos, tem dentro de Umbanda o significado de espírito que trabalha e que dentro da religião vem sob as ordens de algum orixá.
Hoje o termo "caboclo" para muitos significa capangueiro, ordenança ou escravo do Orixá Oxóssi. Tal afirmação não é errada, mais para os estudiosos do santo incompleta.
No começo de tudo, onde os Exus, Pretos Velhos, Catimbozeiros e Caboclos (índios) organizaram e decodificaram a religião Umbandista, a presença dos Caboclos era muito mais marcante do que a presença dos Velhos ou dos Catimbozeiros. No começo os cultos eram liderados por grandes mestres espirituais que usavam a pajelança e o catimbó , espécie de culto muito difundido até hoje no Nordeste que trabalha com as almas dos mortos e com uma simbologia toda própria extraída da fumaça dos cachimbos.
Tal culto se baseava e tinha como centro energético um tronco de uma árvore chamado "Jurema". Aí começa a confusão e ao mesmo tempo toda a base para o enten dimento. Vale lembrar que "jurema" é uma árvore que ainda hoje existe nas terras do Norte.
O termo catimbó muitas das vezes era substituído pelo termo "Jurema", em vez de se dizer "Vamos cultuar o catimbó" era dito "vamos cultuar a Jurema". Com a propa gação da Cabocla Jurema (grande espírito dentro de Umbanda), começou-se a ligar as entidades Caboclas aos Eguns (espíritos já mortos e que hoje trabalham na Umbanda).
O termo caboclo então difundiu-se como espírito que hoje trabalha em Umbanda.
Vale lembrar, que a maioria das entidades que trabalham em Umbanda foram realmente caboclos e caboclas (Caboclos de Oxóssi, Caboclos de Xangô, Caboclos de Ogum, Caboclas de Oxum, Caboclas de Iansã etc...). Daí a explicação para o termo "Umbanda não faz Orixá, Umbanda faz Caboclo".
O Xangô que hoje incorpora em Umbanda, nada mais é do que o espírito de um índio, que viveu dentro de pedreiras e que tinha uma grande ligação ao Deus das Montanhas, Xangô.
Hoje não existe Umbanda sem a força e a sapiência dos grandes Caboclos de Umbanda. Seus gritos de guerra, suas vestimentas, sua língua ainda viva e seus charutos fazem da Umbanda realmente uma das mais lindas religiões espiritualistas que existem. cabocla Jurema ,Cabocla Jupira,Jandira (filhas do Caboclo Tupinambá)
















quarta-feira, 8 de julho de 2009

PRECE


ORAÇÕES .-Pai nosso que estais no céu Na luz do céu infinito Pai de todos os aflitos Neste mundo de escarcéus. Santificado, Senhor, Seja Teu nome sublime Que em todo o Universo exprime Concórdia, ternura e amor; Venha ao nosso coração O teu reino de bondade, De paz e caridade, Na estrada da redenção; Cumpra-se Teu mandamento Que não vacila e nem erra, No céu como em toda terra, De lutas e sofrimentos; Perdoa-nos, Senhor, Os débitos tenebrosos, De passados escabrosos, De sofrimentos e de dor; Auxilia-nos, Senhor, Nos sentimentos cristãos, A amar nossos irmãos Que vivem distantes do bem, Com a proteção de Jesus; Livra nossa alma do erro, Deste mundo de desterro E distante da Tua luz; Que o nosso ideal da Umbanda, Seja o altar da caridade, Onde se faça a Vontade de vosso amor. Que assim seja!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

UMBANDA É PAZ !

Irmãos, é necessário que compreendamos acima de tudo, que nossos orixás são governantes da natureza, e assim sendo representam a forma mais pura de amor: o amor de Deus. E com certeza nosso pai, não é vingança, ódio ou qualquer malefício. Precisamos aprender a perdoar, a orar por nossos inimigos ao invés de sairmos por aí feito terroristas, jogando bombas na vida das pessoas.
Se formos ler com atenção aos ensinamentos de Jesus Cristo, e mesmo observar o contexto real dos fundamentos passados pelos antigos, veremos que em momento algum nos incentivam a praticar outra coisa que não seja o amor e o perdão. Sei que a vida é composta de problemas, também sei que inimigos arrumamos com facilidade, seja por inveja ou motivo, mas o que sei também é que aquele que realmente confia em seu orixá, entrega nas mãos dele a solução destes problemas .Apenas me pergunto se esses sacerdotes que inflamam o desejo de vingança, não temem a ira de Deus ou mesmo de seu orixá. Muitos de nós, conhecemos sacerdotes de conhecimentos incomensuráveis, que passam fome, que sofrem problemas que não encontramos a razão de ser. Mas nos esquecemos de perguntar o que teria ele feito para que seu orixá permita que passe por isso. A resposta é simples não? A maldade que impera em seu coração o guiou para esta situação avessa aos propósitos de nossos antepassados e nosso Pai Celestial.Lembremo-nos que tudo aquilo que fizermos contra outra pessoa recairá sobre nós mais dia menos dia. Conservemos as palavras de amor, pratiquemos o perdão, confiemos em Deus e em sua justiça e assim com certeza, veremos a solução de muita coisa em tempo mais hábil do que possamos imaginar. Nunca, em tempo algum, necessitou a humanidade tanto de paz, como agora, voltados como estamos para as inferioridades da vida, esquecemos os preceitos áureos, que elevam e dignificam o ser humano, por exclusiva falta de sabedoria. O homem, aturdido nas disputas do dia-a-dia, nos anseios e desejos inconfessáveis, esquece o destino grandioso que lhe está determinado, O encontro consigo mesmo e com seu Criador Divino, o que lhe proporcionará a verdadeira Paz e Alegria. Isto o homem adquirirá através da introspecção e o balanço diário de suas ações. Oxalá é o Orixá que rege os impulsos vitais da fé e da religiosidade, meios através dos quais o homem ascende ao espiritual, nesse caminho de retorno à casa do Pai, seu verdadeiro e único destino. O Orixá Oxalá recebe diretamente do Cristo Planetário, o Senhor Jesus, o Divino Oxalá, os efluxos de energia luminosa capaz de integrar a natureza e os homens na luz da fé religiosa, emitindo a verdadeira paz. A Umbanda reverencia esse Orixá com muito respeito e devoção, especialmente porque o mesmo se encontra diretamente ligado à vibração energético de Jesus, sendo retransmissor para os demais Orixás e respectivas vibrações, as ordens e comandos celestiais emanadas do grande Cristo Planetário, dai o mito que diz ser Oxalá o pai de todos os Orixás. No Reino da natureza Oxalá se irradia através do elemento AR, como não poderia deixar de ser, sendo esse elemento natural de importância capital à existência da vida e o condutor natural de todos os outros elementos: o fogo através da temperatura; da terra através da poeira; da água através da umidade. Oxalá reina só, nos campos magnéticos positivo e negativos do elemento energético eólico, do ar. Sendo ele o regente maior e necessário à existência da vida, enquanto elemento da natureza; e da proximidade do Pai Criador, através da vibração da fé .A refulgência do astro rei, o SOL empresta às ações deste maravilhoso Orixá atitudes idênticas em perfeita consonância com as irradiações de Jesus. As atribuições de Oxalá são as de não deixar um só ser sem o amparo religioso, sem a vibração da Fé. Mas nem sempre o ser absorve suas irradiações quando está com a mente voltada para o materialismo desenfreado dos espíritos encarnados. É uma pena que seja assim, porque os próprios seres se afastam da luminosa e cristalina irradiação do Orixá Oxalá, e entram nos gélidos domínios da descrença e das trevas, pela ausência da luz da fé. E ESSA PAZ VEM MAIS RAPIDO E SEGURA ATRAVES DA FAMILIA. Carlinhos lima

ANCESTRAIS VODUNS


Os Voduns são ícones ou "Orixás" da Cultura Jêje. São diferentes dos Orixás tradicionais pois não pertencem somente à estrutura de criação do Planeta Terra. Estão acima dos Orixás, pois pensam, decidem e têm senso de distância, pena, ódio, amor, tempo. São Tridimensionais, Binários e Ternários, Holográficos, Lógicos, Aleatórios e infalíveis. Alguns têm a sua "origem" fora do mundo e, outros ainda, fora do próprio Sistema Solar – porquanto alguns, são legitimamente extraterrestres. Os Voduns, em sua grande maioria, foram seres humanos e ou, anjos, que participaram do "assentamento" ser humano no mundo. (Vide Bíblia - Gênesis 6.)Jethro ensinou à Moisés como usar os poderes mágicos que Jeová lhe concedera no Monte Sinai. Portanto, Voduns representam a capacidade de Mutação, restauração e evolução eterna em ambos os sentidos. São espíritos importantes na "constituição" de uma nação ou tribo. Os Voduns, necessariamente são espíritos ou energias racionais que comandam o estrutural da vida de muitos seres humanos ou comunidades. Os Voduns detém todo o poder sobre os Orixás, alterando-os, modificando-os e dirigindo sua força quando necessário. Alguns Voduns foram Nephlins.A magia dos Voduns é poderosa e altera sistemas governamentais e sociedades. Erroneamente este ritual está classificado pelos dicionaristas menos competentes ou menos avisados, como "pratica de magia negra". Na verdade existe prática de magia positiva ou negativa. A única diferença entre a magia Vodu e as demais, é que, o Vodu funciona para o bem ou para o mal.Mas os Voduns conseguiram tanto com seus Arquétipos Positivos, quanto com seus Arquétipos Negativos, chegar aos nossos dias. Na verdade, essa filosofia que trata dos voduns, me encanta muito, porque ela enxerga uma coisa muito importante, que muitas religiões teimam em não adimitir, ou seja, que os orixás superiores, nunca encarnaram e são eles os que comandam a Hierarquia ordenando os orixás menores que trabalham através dos midiuns.Dezenas de Voduns que são hoje conhecidos nos "candomblés" da Bahia, foram "importados" desta cultura habraico-sumeriana. Spakatá, Nanan Burukú, Aguê, Aziri, Abotô, Neossum, Ajagunan, Ajagun, Legbá, Bará, Tobôssi, Fá, Nikassé, Oduduwa, Zomadonu, Davissés, Ewá, Olókun, Oxunmarê e Dan, são apenas alguns nomes, de centenas de Voduns que hoje habitam o Brasil e interferem na política, na genética e no futuro do país. Alguns para o BEM, outros para o MAL. Assim é o JÊJE ou Vodú.. Uma opção entre o certo e o errado, entre ser bom ou perverso. Entre ter o poder político ou financeiro e distribuir pelo POVO, ou usar isto tudo a MASSACRAR o POVO. Mas é preciso não se esquecer que o VODUN veio do Povo, para o Povo e pelo Povo, assim como Abrahão, Ismael, Isaque, Jacó, Moysés, Davi, Jesus e tantos Santos sacrificados.O dia no qual os sacerdotes (políticos ou não), assim como Jetrho, olharem para o Povo, os Voduns alcançarão seus filhos e mudarão todos os Sistemas de Governo. Caso contrário, não há necessidade de sacerdotes, pais-de-santo, babalorixás, pastores, bispos ou padres. Os Voduns farão sua ligação com o POVO, sem a necessidade de intermediários. E aí, "O Fogo do Céu" cairá sobre os Palácios do Governantes. Exatamente como aconteceu no passado. Vodun é Vida, é Preservação da Espécie, é Evolução!
O Jêje tem as suas raízes, totens, famílias e origens estabelecidas com grande fundamentos em alguns locais do Brasil, como Cachoeira e São Félix, na Bahia, Recife, em Pernambuco, São Luiz e Codó, no Maranhão. Tal é esta influencia, que criou-se o termo Jêje-Nagô, para se identificar a mistura do Yorubá com o Ewe, Gá, Fanti, Ashanti, Mahii, Mina, etc. – Isto, sem se falar na assimilação cultural feita pela cultura Angola, às varias raízes Jêje.Está a provar o fato, a existência de termos como Do fono, Dofonitin, Fomo, Fomuntin, Gamo, Gamutin, Vimo e Vimuntin, (palavras do dialeto Ewe), que identificam tanto no ritual Keto, como no Angola, a nomenclatura ordinal de um “barco” iniciático de Yiawos (noviços), nestes rituais.Palavras como Acassá, faca (faka), garfo (gaflo), forno (fono), de origem Fanti, estão totalmente assimiladas pelos demais rituais, bem como, pela população brasileira em geral. A palavra Tijolo (Tijoló ), de origem Fon dahomeana, está inteiramente inserida no idioma português, sendo referida milhares de vezes, diariamente nas construções civis do Brasil.Os Bossuns são o mesmo que Voduns, ou seja, Orixás. A diferença está na maior ou menor ligação familiar da “casa” com a divindade. Na realidade, são palavras-sinônimas, uma da outra. Quanto à palavra “Oboró” significa MASCULINO, ou Santo Macho.
Todos os Voduns da Família de Dan pela raiz de Cachoeira, são Andróginos e respondem nos 4 elementos da natureza, dentro e fora do Planeta Terra. A linhagem Dagomé na realidade é uma transmutação direta da Linhagem de Jethro, sogro de Moisés, que descendia da tribo de Dan.

SALVE NOSSO PAI DE CABEÇA !


Dentro da cultura do Candomblé, o Orixá é considerado a existência de uma “vida passada na Terra”, na qual os Orixás teriam entrado em contato direto com os seres humanos, aos quais passaram ensinamentos diretos e se mostraram em forma humana. Essa teria sido uma época muito distante na qual o ser humano necessitava da presença física dos Orixás, pois o ser humano ainda se encontrava em um estágio muito primitivo, tanto materialmente como espiritualmente. Após passarem seus ensinamento voltaram à Aruanda, mas deixaram na Terra sua essência e representatividade nas forças da natureza. O QUE É ORIXÁ? O planeta em que vivemos e todos os mundos dos planos materiais se mantêm vivos através do equilíbrio entre as energias da natureza. A harmonia planetária só é possível devido a um intrincado e imenso jogo energético entre os elementos químicos que constituem estes mundos e entre cada um dos seres vivos que habitam estes planetas. Um dado característico do exercício da religião de Umbanda é o uso, como fonte de trabalho, destas energias. Vivendo no planeta Terra, o homem convive com Leis desde sua origem e evolução, Leis que mantêm a vitalidade, a criação e a transformação, dados essenciais à vida como a vemos desenvolver-se a cada segundo. Sem essa harmonia energética o planeta entraria no caos. O fogo, o ar, a terra e a água são os elementos primordiais que, combinados, dão origem a tudo que nossos corpos físicos sentem, assim como também são constituintes destes corpos.Acreditamos que esses elementos e suas ramificações são comandados e trabalhados por Entidades Espirituais que vão desde os Elementais (espíritos em transição atuantes no grande laboratório planetário), até aos Espíritos Superiores que inspecionam, comandam e fornecem o fluido vital para o trabalho constante de CRIAR, MANTER e TRANSFORMAR a dinâmica evolutiva da vida no Planeta Terra. A esses espíritos de alta força vibratória chamamos ORIXÁS, usando um vocábulo de origem Yorubana. Na Umbanda são tidos como os maiores responsáveis pelo equilíbrio da natureza. São conhecidos em outras partes do mundo como “Ministros” ou “Devas”, espíritos de alta vibração evolutiva que cooperam diretamente com Deus, fazendo com que Suas Leis sejam cumpridas constantemente.O uso de uma palavra que significa “dono da cabeça” (ORI-XÁ) mostra a relação existente entre o mundo e o indivíduo, entre o ambiente e os seres que nele habitam. Nossos corpos têm, em sua constituição, todos os elementos naturais em diferentes proporções. Além dos espíritos amigos que se empenham em nossa vigilância e auxílio morais, contamos com um espírito da natureza, um Orixá pessoal que cuida do equilíbrio energético, físico e emocional de nossos corpos físicos.Nós, seres espirituais manifestando-se em corpos físicos, somos influenciados pela ação dessas energias desde o momento do nascimento.Quando nossa personalidade (a personagem desta existência) começa a ser definida, uma das energias elementais predomina – e é a que vai definir, de alguma forma, nosso “arquétipo”. Ao Regente dessa energia predominante, definida no nosso nascimento, denominamos de nosso Orixá pessoal, “Chefe de Cabeça”, “Pai ou Mãe de Cabeça”, ou o nome esotérico “ELEDÁ”. A forma como nosso corpo reage às diversas situações durante esta encarnação, tanto física quanto emocionalmente, está ligada ao “arquétipo”, ou à personalidade e características emocionais que conhecemos através das lendas africanas sobre os Orixás.Junto a essa energia predominante, duas outras se colocam como secundárias, que na Umbanda denominamos de “Juntós”, corruptela de “Adjuntó”, palavra latina que significa auxiliar, ou ainda, chamamos de “OSSI” e “OTUM”, respectivamente na sua ordem de influência. Quando um espírito vai encarnar, são consultados os futuros pais, durante o sono, quanto à concordância em gerar um filho, obedecendo-se à lei do livre arbítrio.Tendo os mesmos concordado, começa o trabalho de plasmar a forma que esse espírito usará no veículo físico. Esta tarefa é entregue aos poderosos Espíritos da Natureza, sendo que um deles assume a responsabilidade dessa tarefa, fornecendo a essa forma as energias necessárias para que o feto se desenvolva, para que haja vida. A partir desse processo, o novo ser encarnado estará ligado diretamente àquela vibração original. Assim surge o ELEDÁ desse novo ser encarnado, que é a força energética primária e atuante do nascimento.Nesse período, os Elementais trabalham incessantemente, cada um na sua respectiva área, partindo do embrião até formar todas as camadas materiais do corpo humano, que são moldadas até nascer o novo ser com o seu duplo etérico e corpo denso. Após o nascimento, essa força energética vai promovendo o domínio gradativo da consciência da alma e da força do espírito sobre a forma material até que seja adquirida sua personalidade por meio da Lei do livre Arbítrio. A partir daí essa energia passa a atuar de forma mais discreta, obedecendo a esta Lei, sustentando-lhe, contudo, a forma e energia material pela contínua manutenção e transformação, no sentido de manter-lhe a existência. A cada reencarnação, de acordo com nossas necessidades evolutivas e carmas a serem cumpridos, somos responsáveis por diferentes corpos, e para cada um destes nossos corpos, podemos contar com o auxílio de um Espírito da Natureza, um Orixá protetor. É normalmente quem se aproxima do médium quando estes invocam seu Eledá. Em todos os rituais de Umbanda, de modo especial nas Iniciações, a invocação dessa força é feita para todos os médiuns quando efetuam seus Assentamentos, meio de atração, para perto de si, da energia pura do seu ELEDÁ energético e das energias auxiliares, ou “OSSI” e “OTUM. Eledá, Ossi e Otum formam a Tríade do Coronário do médium na Umbanda.Os filhos de fé não recebem influências apenas de um ou dois orixás. Da mesma forma que nós não ficamos presos à educação e à orientação de um pai espiritual, não ficamos também sob a tutela de nosso orixá de frente ou adjuntó. Freqüentemente recebemos influências de outros orixás (como se fossem professores, avós, tios, amigos mais próximos na vida material). O fato de recebermos estas influências, não quer dizer que somos filhos ou afilhados desses orixás; trata-se apenas de uma afinidade espiritual.Uma pessoa, às vezes, não se dá melhor com uma tia do que com uma mãe? Assim também é com os orixás. Podemos ser filhos de Ogum ou Oxum e receber mais influências de Xangô ou Iansã. Posso ser filho de Obaluaiê e não gostar de trabalhar com entidades que mais lhe dizem respeito (linha das almas), preferindo trabalhar com entidades de cachoeiras. O importante é que nos momentos mais decisivos de nossas vidas, suas influências benéficas se façam presentes, quase sempre uma soma de valores e não apenas e individualmente, a característica de um único orixá . Carlinhos Lima

MENSAGEM DA ZELADORA KATIA D'OXUM


O Pai Criador na verdade é Pai e Mãe. Ao criar este universo, Deus revelou-Se nestes dois aspectos: o masculino, ou paternal, e o feminino, ou maternal. Se você fechar os olhos e visualizar o vasto e ilimitado espaço, ficará extasiado e encantado - sentirá somente sabedoria pura. Esta esfera escondida e infinita, onde não há criação, estrelas ou planetas - só sabedoria pura - é o Pai. Quanto ao aspecto feminino do Criador, ele - ela - se manifesta no amor incondicional da mãe por seus filhos. Deus em seu aspecto maternal é amor .Neste dia , que cada ser planetário encontre um pouco mais dentro de si a sabedoria e o amor. Umbanda é o re-encontro com esta esfera espiritual, pré-existente, infinita e eterna, que é a centelha espiritual de cada ente. No burilamento do terreiro, no encontro das almas em busca de consolo, aconchego, sabedoria e amor, se expande o Deus Pai- Mãe- ao "rever" seus filhos amados através da mediunidade, do rito e da manifestação do sagrado
Um Pai ou Mãe de Terreiro, popularmente chamados de zeladores de santo, na verdade são elos de condução para o re-encontro das criaturas com o sagrado que está dentro de cada um, sendo os Orixás, forças da natureza cósmica, meios de re-ligação do interno com o externo. Se não houver a ligadura de dentro para fora, nada adianta oferendas, trabalhos ou pagamentos de serviços espirituais. A criatura só estará criando sérios débitos para si, reforçando sua condição cármica negativa

quinta-feira, 2 de julho de 2009

(AVE MARIA CIGANA)


SUNTÔ MARIÔNÊ ( Ave Maria Cigana )
“Suntô Mariônê, pérdô san andô svêtô ô Del tu sai.Uusi san angla sá e juvliá uusôi ô fruktô kai arakádilas tutar Jesus.Suntô Mariônê Del leski dei rudissar paala amarrê becerra akaanak ai kana méérassa.Amém”

segunda-feira, 29 de junho de 2009

domingo, 28 de junho de 2009

Oração das 3 Chaves de São Pedro!

Oração das três chaves de S. Pedro
Em nome do Pai + do Filho + do Espírito Santo.
S. Pedro, Príncipe dos Apóstolos, Vosso nome era Simão, que Nosso Senhor Jesus Cristo mudou para Pedro, a fim de serdes a pedra sobre a qual o Senhor iria construir o templo da fé.
Mudando o Vosso nome, o Senhor Vos entregou as três chaves do segredo e dos poderes no céu e na terra, dizendo-Vos «O que desligardes na terra — será desligado nos céus”.
São Pedro, Príncipe dos Apóstolos, a primeira chave é de ferro, abre e fecha as portas da existência terrena.
A segunda chave é de prata, abre e fecha as portas da sabedoria.
A terceira chave é de ouro, abre e fecha as portas da vida eterna.
Com a primeira, Vós abris a entrada para a felicidade na terra; com a segunda, abris o pórtico da ciência espiritual; com a terceira, abris o Paraíso.
Fechai, glorioso Apóstolo mártir, para mim os caminhos do mal e abri os do bem. Desligai-me na terra para que eu esteja desligado nos céus.
Com a Vossa chave de ferro, abri as portas que se fecharem diante de mim. Com a Vossa chave de prata iluminai o meu espírito, para que eu veja o bem e me afaste do mal. Com a Vossa chave de ouro, descerrai as entradas da corte celestial, quando o Senhor for servido de chamar-me.
“0 que desligardes na terra será desligado nos céu, o que ligardes na terra será ligado nos céus”.
Glorioso S. Pedro, vós que sabeis de todos os segredos dos céus e da terra, ouvi o meu apelo e atendei à prece que Vos dirijo.
Assim seja.Rezar um Credo e um Pai Nosso.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

FUNDAMENTOS E COMEMORAÇÕES !


Os fundamentos da Umbanda.
§ Deus único – Olorum ou Zâmbi.
§ Tríplice aspecto – Energia / Vida / Consciência.
§ Sete progressos evolutivos, as sete linhas da Umbanda.

Contagem decrescente.
7ª. Linha dos Orixás.
6ª. Linha das encarnações humanas e Divinas.
5ª. Linha do Oriente.
4ª. Linha da Magia.
3ª. Linha das Almas.
2ª. Linha Sacerdotal.
1ª. Linha dos Devotos.
Saravá

COMEMORAÇÃO !

ORIXÁS NA UMBANDA!
Exu*
Santo Antônio
13 de Junho
Iansã
Santa Barbara
4 de Dezembro
Iemanjá
Nossa Senhora da Glória
15 de Agosto
Nanã
Nossa Senhora de Sant'Anna
26 de Julho
Oba
Joana d'Arc
30 de Maio
Obaluayê
São Roque
16 de Agosto
Ogum
São Jorge
23 de Abril
Oxalá
Jesus Cristo
25 de Dezembro
Omulu
São Lázaro
17 de Dezembro
Oxossi
São Sebastião
20 de Janeiro
Oxum
Nossa Senhora da Conceição
8 de deD ezembro
oxumare
São Bartolomeu
24 de agosto
Xango
São Geronimo
30 de Setembro

Panteão das Falanges e Seus Atributos
Como se pode ver na denominação das Falanges, a Umbanda tem em comum com Candomblé a crença em Orixás.
Porém, rejeitando a africanidade, os umbandistas não consideram Orixás como deuses, mas como "vibrações originais" emanadas da Consciência Suprema, Deus, naqueles tempos remotos da criação do Universo e do Planeta Terra. Na verdade, um conceito muito parecido com o dos Odus que, no Candomblé são as energias de onde provêm os Orixás, estes sim, deuses.
Sobre a palavra Orixá, muitos autores da Umbanda, como Eduardo Parra, negam sua raiz africana e vão buscar a etimologia no Egito e na Índia:
"O termo Orixá e o nome dos respectivos Orixás deriva-se da Índia, do Egipto e de povos mais antigos. Na África esses termos foram conservados em Nagô... O vocábulo antigo Arashá significa O Senhor da Luz, equivale aos Orishis dos Brâmanes e aos Orixás africanos, que em Yorubá significa: O Senhor da Cabeça, ou seja, do princípio espiritual ou Luz. Enquanto que Exu também tem o nome de Obara, o senhor do corpo ou Treva." E aqui subentende-se corpo=matéria=treva. Na Umbanda, os Orixás (Senhores de Cabeça), que são sete, como as Falanges, são o topo de uma Hierarquia que se desdobra e outros sete "orixás-menores" (Espíritos Superiores) que são chefes de Legiões; Legiões que se dividem em Falanges e sub-falanges, que também possuem chefes e entidades chefes de Grupamentos. Em um plano mais inferior actuam entidades denominadas "capangueiros", palavra que faz pensar algum tipo de polícia astral ou tropa de choque espiritual...
Aos Orixás maiores, as tais "vibrações originais" são atribuídos nomes africanos compostos pela junção de nomes de anjos conhecidos da teologia judaica:
Gabriel Oxalá Odudwa
Samael Ogum Obá
Ismael Oxossi Ossaim
Mikael Xangô Oyá [Yansan Mesan Orun]
Yramael Yorimá Nanãn Burucum
Yoriel Yori Oxum
Rafael Yemanjá Oxumaré




SALMO 23 UMBANDISTA !


Salmo 23 Umbandista Oxalá é meu Pastor, nada me faltará Faz deitar-me nos verdes campos de Oxossi Guia-me Pai Ogum mansamente nas águas tranqüilas de Nanã Buruquê Refrigera minha alma Pai Obaluayê Guia-me mãe Yansã pelas veredas da justiça de Pai Xangô E ainda que eu ande pelo vale da sombra e da morte de Omulú Não temerei mal algum, porque Zambi está comigo Pois o cajado de Oxalá é meu guia na direita e na esquerda Consola-me mamãe Oxum Prepara uma mesa cheia de vida para mim, oh mãe Yemanjá Srs. Exus e Sras. Pomba-gira afastem de mim os inimigos da caminhada, Unge a minha coroa com o óleo consagrado de Olorum E o meu cálice que é meu coração transborde com a pureza das Crianças. E certamente, a bondade e a misericórdia de Oxalá estarão comigo por todos os dias de minha vida.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

QUE OXALA O ARCANJO MIGUEL E A CABOCLA JUREMA NOS ABÊNÇÕE A TODOS!


SÃO JOÃO BATISTA,SÃO GERONIMO MEU PAI XANGÔ NA UMBANDA!


Na umbanda, em muitas casas, São João Batista vem na força de Xangô. João era valoroso pregador, amigo da justiça e da verdade. Operário, é ele o símbolo rude da verdade. Exprimindo a austera disciplina que antecede a espontaneidade, João é o primeiro sinal do cristão ativo, em guerra com as próprias imperfeições do seu mundo interior, a fim de estabelecer com Jesus, o santuário de sua realização. Chamado o Batista porque, por ele, o povo era batizado no rio Jordão, confessando os seus pecados.João Batista e Jesus Nazareno eram primos em segundo grau, porque Maria e Isabel, mães de Jesus e João, eram primas. Diz-se que Jesus e João eram muito amigos e sempre andavam juntos, com pouca diferença de idade (João era mais velho).João é o precursor, ou seja, o preparador do caminho para Jesus. Aquele que O batizou nas águas do rio Jordão. De extrema força interior, representa Xangô na parte da justiça, da verdade e da disciplina na luta contra as baixas emoções. Na imagem de Xangô com o leão, o leão significa todas as nossas paixões contidas, domadas. “Se um dia joão batista for xangô que marcou o meu destino até o fim se um dia minha fé se acabar oh meu senhor que role essas pedreiras sobre mim”Também vemos São João Batista, na força de Xangô, como protetor do povo boiadeiro. Isso porque João era considerado “a voz que clama no deserto”. Aquele que ia na frente, abrindo os caminhos pra Jesus. Vestia-se de peles de animais e alimentava-se de mel silvestre e frutas. Usando um cinto largo a volta da cintura e o seu cajado de pastor de ovelhas. Pregava pelo caminho e batizava a todos que pedissem. Por vir na frente, batizando, lidava com as forças brutas, sem lapidação. Por isso a identificação com o povo boiadeiro, pois, assim como João, os boiadeiros lidam com as forças mais brutas, em sua essência, “laçando” aquelas entidades que ainda não conseguem entender o sentido das coisas, que não conseguem nem conversar
X

SEGUIMENTOS SAGRADOS!


De Joelhos Sim !!! Dentro das várias ritualísticas que se desenvolvem nos terreiros de Umbanda, é comum vermos principalmente no início e término dos trabalhos espirituais o corpo mediúnico com os joelhos no chão. Alguns vêem esta postura como arcaica e sem sentido, porém nunca se deram ao trabalho de analisarem detidamente tal comportamento.É de conhecimento geral que as primeiras religiões do globo terrestre já inseriam a genuflexão em seus rituais, exteriorização de respeito junto ao Criador e também manifestação de humildade que todos devem ter, seja para com o Divino, seja para com o próximo. Da mesma forma, o ato de postar-se de joelhos fazia e faz ver aos fiéis que assistiam ou assistem uma manifestação de religiosidade, a seriedade, o respeito e a simplicidade do sacerdote e dos médiuns, frente ao plano espiritual superior. A implantação do ajoelhar-se tem como finalidades mostrar a Deus todo o nosso carinho, obediência, respeito e amor e o quanto somos pequeninos diante do universo criado por Ele; e para passar a assistência que aquele espaço de caridade tem a exata noção do papel que desempenha como instrumentos de trabalho dos bons espíritos. Infelizmente, é do conhecimento de todos que, ao lado de criaturas humildes, simples, meigas e caridosas que estão sempre dispostas a dar seu suor à Umbanda, existem outras tantas orgulhosas, vaidosas, “auto-suficientes”, que procuram a todo custo imporem-se aos demais, maximizando suas “qualidades” e minimizando as virtudes alheias.Ostentam falsas conquistas, querendo submeter todos a seus caprichos. Contudo, nada mais doloroso e incômodo para estas pessoas do que ficar em posição de subserviência, de aparente inferioridade.Tal postura lhes sangra a alma e lhes oprime o pétreo coração.Suas visões ofuscadas não conseguem enxergar que tal rito e para seu próprio bem, para sua própria libertação dos sentimentos mesquinhos e posterior elevação espiritual, pois auxilia na quebra da vaidade e da soberba.Alguns até podem dizer que ao postar-se de joelhos, o médium pode ter em mente pensamentos diametralmente opostos àquela posição. Mas aí meus irmãos é que termina a tarefa dos encarnados e inicia-se o processo de assepsia e lapidação dos arrogantes e vaidosos, levados a efeito pelos amigos de Aruanda, e assim, dando luz a estas pessoas e reconduzindo-as ao rebanho Divino.Joelhos ao chão sim !!!!Bater Cabeça. O médium deita-se de barriga pra baixo e toca com a testa no chão em frente ao Gongá, atabaques e Coluna Energética. Batemos cabeça para o Orixá da casa e para o guia chefe da casa.Na Umbanda, bate-se a cabeça no chão em sinal de respeito e obediência aos Orixás, pois simboliza que nossa cabeça, que nos comanda e nos rege, está se subordinando ao poder dos Orixás aos quais estamos reverenciando ao tocá-la no chão, sejam os Orixás do Zelador ou do Gongá. Em diversas culturas, sejam ocidentais ou orientais, baixar a cabeça perante alguém ou alguma coisa significa que estamos submissos e obedientes a esta pessoa ou coisa. No candomblé: Dobalé = cumprimento feito por filho de santo cujo orixá (principal) dono da cabeça é masculino. Deita-se de bruços no chão (ao comprido) e toca-se o solo com a parte da frente da cabeça (testa). Iká = cumprimento feito por filho de santo cujo orixá principal é feminino. Deita-se de bruços no chão, toca-se o solo com a cabeça e, simultaneamente com o lado direito e depois com o esquerdo do quadril no chão (na nação Keto, as mulheres não tocam o chão com o ventre).Paó ou 3 palmas lentas: O Paó (pronuncia = paô) é um gesto que serve como sinal de que se é preciso comunicar alguma coisa, mas não se pode falar. Isso ocorre muito no candomblé quando as iniciandas estão no roncó e não podem falar, daí batem com as palmas das mãos tentando dizer algo, se comunicar por algum motivo. É usado também como saudação para orixá, e é diferente de orixá para orixá.É uma palavra em yorubá que significa: “pa” = juntar uma coisa com outra; “o” = para cumprimentar. Essa palavra é uma contração de ìpatewó que significa aplauso. É um preceito do candomblé e normalmente não se usa na Umbanda. O paó bate-se 3 vezes assim:3 lentas + 7 vezes rápidasIntervalo3 lentas + 7 vezes rápidasIntervalo3 lentas + 7 vezes rápidas E depois a saudação, por exemplo:palmas paó_ “Laroye Exu …” – Utilizado para pedir permissão para entrar, saudar e pedir licença.
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KETU

Orixás Os Orixás do Ketu são basicamente os da Mitologia Yoruba.Olorun é o Deus supremo, que criou as divindades ou Orishas (Orixás). As centenas de orixás ainda cultuados na África, ficou reduzida à um pequeno número que são invocados em cerimônias:Exu, Orixá guardião dos templos, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos.Ogum, Orixá do ferro, guerra, fogo, e tecnologia.Oxóssi, Orixá da caça e da fartura.Logunedé, Orixá jovem da caça e da pescaXangô, Orixá do fogo e trovão, protetor da justiça.Obaluaiyê, Orixá das doenças epidérmicas e pragas.Oxumaré, Orixá da chuva e do arco-íris.Ossaim, Orixá dos remédios, conhece o segredo de todas as folhas.Oyá ou Iansã, Orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestade, e do Rio NigerOxum, Orixá feminino dos rios, do ouro, jogo de búzios, e amor.Iemanjá, Orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de muitos Orixás.Nanã, Orixá feminino dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiê.Ewá, Orixá feminino do Rio Ewá.Obá, Orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de XangôAxabó, Orixá feminino da família de XangôIbeji, Orixá dos gêmeosIrôco, Orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil).Egungun, Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás.Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna.Onilé, Orixá do culto de EgungunOxalá, é um nome genérico para vários Orixás Funfun (branco)OrixaNlá ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanosIfá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, Orixá da Adivinhação e do destino.Odudua, Orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba.Oranian, Orixá filho mais novo de OduduaBaiani, Orixá também chamado Dadá AjakáOlokun, Orixá divindade do marOxalufon, Orixá velho e sábio Oxaguian, Orixá jovem e guerreiro Orixá Oko, Orixá da agricultura Na África cada Orixá estava ligado originalmente a uma cidade ou a um país inteiro. Tratava-se de uma série de cultos regionais ou nacionais. Sàngó em Oyó, Yemoja na região de Egbá, Iyewa em Egbado, Ogún em Ekiti e Ondô, Òssun em Ijexá e Ijebu, Erinlé em Ilobu, Lógunnède em Ilexá, Otin em Inixá, Osàálà-Obàtálá em Ifé, subdivididos em Osàlúfon em Ifan e Òságiyan em EjigbôNo Brasil, em cada templo religioso são cultuados todos os Orixás, diferenciando que nas casas grandes tem um quarto separado para cada Orixá, nas casas menores são cultuados em um único quarto de santo (termo usado para designar o quarto onde são cultuados os Orixás).Ritual O Ritual de uma casa de Ketu, é diferente das casas de outras nações, a diferença está no idioma, no toque dos Ilus (Atabaque no Ketu), nas cantigas, nas cores usadas pelos Orixás, os rituais mais importantes são: Padê, Sacrifício, Oferenda, Sassayin, Iniciação, Axexê, Olubajé, Águas de Oxalá, Ipeté de Oxum,...A língua sagrada utilizada em rituais do Ketu é o (Iorubá ou Nagô) é derivado da língua Yoruba. O povo de Ketu procura manter-se fiel aos ensinamentos das africanas que fundaram as primeiras casas, reproduzem os rituais, rezas, lendas, cantigas, comidas, festas, esses ensinamentos são passados oralmente (ver oralidade) até hoje....Hierarquia As posições principais do Ketu (são chamados de cargo ou posto, em yoruba Olóyès , Ogãns e Àjòiès), em termos de autoridade, são:O cargo de autoridade máxima dentro de uma casa de candomblé é o de Iyálorixá (mulher - mãe-de-santo) ou Babalorixá (homem - pai-de-santo. São pessoas escolhidas pelos Orixás para ocupar esse posto. São sacerdotes, que após muitos anos de estudo adquiriram o conhecimento para tal função. Existem casos que a pessoa escolhida através do jogo de búzios ainda não estar preparada para assumir o posto, nesse caso terá que ser assistida por todos Egbomis (meu irmão mais velho) da casa para obter o conhecimento necessário.Iyalorixá ou Babalorixá: A palavra iyá do yoruba significa mãe, babá significa pai.Iyakekerê (mulher): mãe pequena, segunda sacerdotisa.Babakekerê (homem): pai pequeno, segundo sacerdote.Iyalaxé (mulher): cuida dos objetos ritual.Agibonã: mãe criadeira, supervisiona e ajuda na iniciaçãoEgbomi: Ou Egbomi são pessoas que já cumpriram o período de sete anos da iniciação (significado: meu irmão mais velho).Iyabassê: (mulher): responsável pela preparação das comidas-de-santoIaô: filho-de-santo (que já incorpora Orixás).Abiã ou abian: Novato.Axogun: responsável pelo sacrifício dos animais. (não entram em transe).Alagbê: Responsável pelos atabaques e pelos toques. (não entram em transe).Ogâ ou Ogan: Tocadores de atabaques (não entram em transe).Ajoiê ou ekedi: Camareira do Orixá (não entram em transe). Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Gantois, de "Iyárobá" e na Angola, é chamada de "makota de angúzo", "ekedi" é nome de origem Jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil. (em edição)
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REZA PARA OXAGUIÃ

Oxá Oxaguiã ewu Elémóxó Jagun o fi irugbón xe pépé énu Se aka miri xe ékó miri O de xe igba oripalo Laganju agbá a gbé iam wó bi ewu Oxa li o mu ti mi ilé ti kò to O pa gere o gbé ti ori ina mu O bó xokoto ba ólóti jà li Ejigbo Élémóxó a so olowo so abi ómó A xe o nikan ti nfi omi ado wéIku le gun má saPankoro elubó ti xe odóGbankoko Gbankoko Ókunrin yió yió bi ewe égbési.........................................Orixaguiã O di tapa O di gunu O di mó ixe O di kamire O di kija Óbatala óba l orixaAji kuluEle alaAjagun gerekeEpa BabaEle tele jé o eke AbraçosAxé
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RITUAL DE ÓLUGBAJÉO
OMOLU & OBÀLÚWÀIYÉ - O RITUAL DE ÓLÙGBAJÉO lugar de origem de Omolu ou Obàlúwàiyé é incerto. Há grandes possibilidades que tenha sido em território Tapá ou Nupê e se esta não for sua origem, seria pelo menos um ponto de divisão dessa crença. Além disso, o seu culto foi mais difundido no antigo Dahomé, região dos negros mahins.Conta-se em Ibadan, que Obàlúwàiyé teria sido antigamente o Rei dos Tapás. Uma lenda de Ifá confirma esta última suposição. Obàlúwàiyé era originário de Empê e havia levado seus guerreiros em expedição aos quatro cantos da terra. Uma ferida feita por suas flechas tornava as pessoas cegas, surdas ou mancas. Obàlúwàiyé chegou assim ao território Mahin, ao norte do Dahomé, batendo e dizimando seus inimigos. Pôs-se a massacrar e a destruir tudo que encontrava à sua frente. Os mahins, porém, tendo consultado um Babalawo aprenderam como acalmar Obàlúwàiyé, com oferendas especiais. Assim tranquilizado pelas atenções recebidas, Obàlúwàiyé mandou-os construir um palácio onde ele passaria a morar, não mais voltando ao país de Empê. Mahin prosperou e tudo se acalmou! A palavra Obàlúwàiyé quer dizer: oba= "rei" e luàiyé= "dono da terra". Já Omolu significa Omo= "filho" e Lu= "senhor"; "Filho do Senhor". Na verdade, trata-se da mesma entidade sendo que Omolu refere-se a forma velha do orixá e Obàlúwàiyé, refere-se a forma jovem.Obàlúwàiyé é o símbolo da terra, médico e senhor das epidemias, Deus da bexiga. Corresponde a pele e assim castiga com as doenças de pele: dermatose, varíola, lepra, etc. Como estas doenças começam com vômitos, tem sob guarda as plantas estomacais e depurativas. As pústulas da doenças são consideradas "vulcões". Assim, como a panela de barro emborcada nos assentamentos do santo simboliza a marca deixada pela doença.Obàlúwàiyé representa a terra e o sol, aliás, ele é o próprio sol, por isso usa uma coroa de palha ou azê, que tampa seu rosto, porque sem ela as pessoas não poderiam olhar para ele. Ninguém pode olhar o soldiretamente. Sua matéria de origem é a terra e como tal ele é o resultado de um processo anterior. Relaciona-se também com os espíritos contidos na terra.O colar que o simboliza é o làdgbá, cujas contas são feitas da semente existente dentro da fruta do igí-opé ou palmeiras pretas.Lidera o poder dos espíritos dos ancestrais os quais o seguem. Oculta sob o saiote o mistério da morte e do renascimento. Ele é a própria terra que recebe nossos corpos para que vire pó. Obàlúwàiyé mede a riqueza com cântaros, mas o povo esqueceu-se de sua riqueza e só se lembra dele como o orixá da moléstia, atribuindo-lhe a responsabilidade das doenças endêmicas existentes na terra.No mês de agosto, Obàlúwàiyé é muito festejado no rito do Ólùgbajé, onde Olu="senhor" e Baje= "comer junto". Portanto, Ólùgbajé quer dizer "comer junto". Esta festa consiste em se oferecer várias comidas nãosó a este orixá, mas a vários orixás que se farão presentes. Ainda no Ólùgbajé, a participação de todos que estão na festa é muito importante pois, a todos serão servidos pequenas porções das comidas de orixá, porque como o próprio rito diz não se pode recusar a comida oferecida em um Ólùgbajé.O guguru - buburu, ainda doburu, ou seja, a pipoca é um dos alimentos principais deste dia.Parabéns para todos vocês que no mês de agosto reverenciam à Obàlúwàiyé e festejam o Ólùgbajé!Atoto!
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ORIXAS E SUAS ORIGENS!

ORIXÁS E SUAS ORIGENS. Quando falamos de orixá, falamos de uma força pura, geradora de uma série de fatores predominantes na vida de uma pessoa e também na natureza.Mas, como surgiram os orixás? Quais as suas origens?Quando Olorum, Senhor do Infinito, criou o Universo com o seu ófu-rufú, mimó, ou hálito sagrado, criou junto seres imateriais que povoaram o Universo. Esses seres seriam os orixás que foram dotados de grandes poderes sobre os elementos da natureza. Em verdade, os orixás são emanações vindas de Olorum, com domínio sobre os 4 (quatro) elementos: fogo, água, terra e ar e ainda dominando os reinos vegetal e animal, com representações dos aspectos masculino e feminino, ou seja, para todos os fenômenos e acidentes naturais, existe um orixá regente. Através do processo de constituição física e diante das leis de afinidades, cada ser humano possui 01 (um) ou mais orixá, como protetores de sua vida, a eles sendo destinados formas diversas de culto.Um outro aspecto a ser analisado sobre a tradição de orixá e sua origem seria a de que alguns orixás seriam, em princípio, ancestrais divinizados que em vida estabeleceram vínculos que lhes garantiam um controle sobre certas forças da natureza, como o trovão, o vento, as águas doces, ou salgadas, ou então, assegurando-lhes a possibilidade de exercer certas atividades como a caça, o trabalho com metais, ou ainda, adquirindo o conhecimento das propriedades das plantas e de sua utilização. O poder axé do ancestral-orixá teria, após a sua morte, a faculdade de encarnar-se momentaneamente em um de seus descendentes durante um fenômeno de possessão por ele provocada. A passagem da vida terrestre à condição de orixá aconteceu em momento de paixão como nos mostram as lendas dos orixás. Xangô, por exemplo, tornou-se orixá em um momento de contrariedade por se sentir abandonado, quando deixou Oyó para retornar à região de Tapá. Somente Oyá, sua primeira mulher, o acompanha na fuga e, por sua vez, ela entrou debaixo da terra depois do desaparecimento de Xangô. Suas duas outras mulheres Oxum e Obá tornaram-se rios que tem seus nomes, quando fugiram aterrorizadas pela fulmegante cólera do marido.Como relatei, esses antepassados não morreram de forma natural; e sim, sofreram uma transformação nosmomentos de crise emocional provocada pela cólera ou outros sentimentos.A origem é a própria terra. E segundo a tradição yorubá, alguns orixás foram seres humanos possuidores de um axé muito forte e de poderes excepcionais.SAUDAÇÕES As saudações são muito importantes, pois é através delas que nós invocamos os orixás.Assim, vamos traduzir para vocês "As saudações dos Orixás e seus significados":ExuKóbà Lároyè aquele que é muito falante OgunPàtakorí exterminador ou cortador de ori ou cabeça OxossyArá Unse Kòke Ode guardador do corpo e caçador XangôKawó-Kábièsilé venham ver o Rei descer sobre a terra OxumOrà Yè Yé Ofyderímàn salve mãezinha doce, muito doce Yansã ou Oyá Èpàrèi venha, meu servo Omolu e Obaluayê Atótó osilêncio Yemanjá Èru Ìyásenhora do cavalo marinho Oxumaré Arrum Bobo(termo Jeje)senhor de águas supremas NanãSálùbá pantaneira (em alusão aos pântanos de Nanã)Oxalá Esè Epa Bàbá você faz, obrigado PaiAXÉ A palavra Axé é de origem yorubá e é muito usada nas casas de Candomblé. Axé significa "força, poder" mas também é empregada para sacramentar certas frases ditas entre o povo de santo, como por exemplo: Eu digo: - "Eu estou muito bem." Outro responde: -"Axé!" Esse "axé" aí dito equivaleria ao "Amém" do Catolicismo ("que Deus permita").Mas, o Axé ainda pode significar a própria casa de Candomblé em toda a sua plenitude. Daí, uma Yalorixá também ser chamada de Yalaxé(Iyálàse), ou seja, "Mãe do Axé" ou a pessoa responsável pelo zelo do Axé ou força da casa de Orixá.Axé também pode significar "Vida". E tudo que tem vida tem origem. Chamar a vida é chamar o Axé e as origens. Os Orixás são Axé, os Orixás são Vida.Agora, o que seria Contra-Axé?O contra-axé são todas as estruturas de opressão e morte que destroem a vida das comunidades. O contra-axé ainda pode ser todas a quizilás e ewós dentro de uma casa de orixá e também certos tabus que cercam o omo-orixá.Na tradição dos orixás, axé também pode significar a "força das águas, do fogo, da terra, das árvores, das pedras" enfim de tudo que tem vida. Pois, o Candomblé é um culto de celebração à vida e a toda a força que dela advém, ou seja, o próprio culto, é o próprio Axé.O QUE SERIAM ORIXÁS-ANCESTRAIS? Para os povos africanos, em particular, para os yorubás, fons e bantos, a religião é a base para sua existência diária.Ainda pela manhã, os yorubás, por exemplo, fazem uma série de adúràs e orikìs, ou seja, rezas e invocações para que o dia corra bem. Durante o dia ainda, vários atos serão feitos lembrando sempre a tradição religiosa. Nas horas das refeições, enquanto a família estiver reunida também várias saudações serão feitas, agradecendo a Olódùmarè e aos Orixás-Ancestrais a graça da alimentação.Agora, por que estes povos se portam assim?Usamos o termo Olódùmarè por representar para o povo yorubá, "o criador de todas as coisas" ou "a divindade suprema acima dos Orixás-Ancestrais".Os povos de Ketu, Oyó, Ijesá, Ibadan e Ifé não só prestam culto à divindades naturais, mas também cultuam à ancestralidade, pois para os yorubás a reencarnação existe (atun wá), ou seja, a pessoa morre e renasce no mesmo seio familiar ao qual pertencia. Aí entra o orixá-ancestral de cada família que por tradição será o orixá-dominante de toda uma região. Por exemplo, Xangô em Oyó, Ogun em Irê, Oxum em Ijexá, Oxossy em Ketu e assim por diante.Como podemos observar, esses orixás são patronos e dominantes de cada região, acreditando os yorubás serem eles ancestrais nestes lugares, isto é, viveram ou construiram estas regiões, como Xangô ainda em exemplo teria sido o maior Alafin ou rei de Oyó.Como podemos entender é que lá na Nigéria os yorubás cultuam esses orixás como sendo seus antepassados, isto é, o culto à orixá está ligado ao culto da ancestralidade.O JOGO DE BÚZIOS Como será meu dia de amanhã?Se eu fizer o que pretendo, qual será o resultado?Desde que o mundo é mundo que o homem tem necessidade de saber algo sobre o seu futuro. Dentro do Candomblé, a modalidade do jogo de búzios é a mais conhecida (O búzio é uma concha do mar encontrado em praias litorâneas).O jogo de búzios é um aprendizado de conhecimentos preciosos em que a memória exerce um papel muito importante, ou seja, é lá na memória ou cabeça, que se vai guardar uma enorme série de histórias, lendas e caídas que decifram, segundo a tradição yorubá, a vida de uma pessoa.Na Nigéria, o jogo de búzios recebe o nome de Merindilogún, ou seja, o "JOGO DOS DEZESSEIS". O processo do jogo de búzios consiste no seguinte: Os búzios são lançados sobre uma toalha ou peneira conforme a nação daquele Babalorixá ou Yalorixá que está jogando. A posição em que os búzios caem é que dará as indicações necessárias solicitadas pelos consulentes. Portanto, cabe ao Babalorixá ou Yalorixá interpretar as caídas e passar para os consulentes as mensagens do jogo.O intermediário do Merindilogún, ou seja, desta forma de jogo, não é Ifá; e sim, Exu. Ifá tem a sua modalidade particular de jogo. Diz uma lenda que apenas Exu tinha o dom da adivinhação. Mas, a pedido de Orunmilá, Exu transmitiu seus conhecimentos a Ifá e em troca Exu recebeu o privilégio de receber sempre em primeiro lugar as oferendas e sacrifícios antes de qualquer outro orixá. Diz ainda que Oxum era a companheira de Ifá e os homens lhe pediam constantemente que respondesse às suas perguntas. Oxum contou o caso a Orunmilá que concordou que ela fizesse a adivinhação com a ajuda de 16 (dezesseis) búzios. Porém, as respostas seriam indicadas por Exu. Exu, então, voltou à antiga função, ou seja, a de responder às perguntas de Oxum. Depois disso, por espírito de vingança, Exu passou a atormentar com mais raiva os filhos de Oxum.Na verdade, o jogo de búzios é o instrumento de maior consulta constante do Babalorixá ou Yalorixá, pois é através dele que ele(a) irá dirigir diversas situações dentro da casa de orixá.No começo do aprendizado do jogo de búzios, segundo a tradição, começa-se a jogar com 04 (quatro), 08 (oito) e depois os 16 (dezesseis) búzios. Mas, vamos nos deter aqui no jogo de 04 (quatro) búzios, também chamado de "Jogo de Confirmação".O Jogo de Confirmação, como relatei, é formado por 04 (quatro) búzios. Esta modalidade é usada como o próprio nome sugere, para confirmar caídas feitas anteriormente com os outros búzios, ou ainda, esta forma de jogo é usada para se obter respostas rápidas dos orixás, por exemplo:04 (quatro) búzios abertos significa "tudo ótimo"03 (três) búzios abertos e 01 (um) fechado significa "talvez", ou seja, poderá dar certo ou não o que seperguntou02 (dois) búzios abertos e 02 (dois) fechados: a resposta é afirmativa; "tudo bem"03 (três) búzios fechados e 01 (um) aberto: a resposta é "não", ou seja, "negócio não realizável"Agora, se todos os 04 (quatro) búzios caírem com as 04 (quatro) partes fechadas para baixo significa que não se deve insistir em perguntar o que se quer saber, pois além de ser nula esta caída, ela vem acompanhada de "maus presságios".Além disso, este Jogo de Confirmação ou Jogo dos 04 (quatro) Búzios também é chamado de "Jogo de Exu", porque segundo alguns antigos Babalorixás, quem responde nesse jogo é Exu, pela precisão e rapidez nas respostas. ODÙ A palavra odù vem da língua yorubá e significa "destino". Portanto, odù é o destino de cada pessoa.O destino é, na verdade, a regra determinada a cada pessoa por Olodumaré para se cumprir no àiyé, o que muitos chamam de missão. Esta "missão" nada mais é do que o odù que já vem impresso no ìpònrí de cada um, constituído numa sucessão de fatos, enquanto durar a vida do emi-okán ou espírito encarnado na terra. Enquanto a criança ainda não nascer, ou seja, enquanto ela permanecer na barriga de sua mãe, o odù ou destino desta criança ficará momentaneamente alojado na placenta e só se revelará no dia do nascimento da criança.Cada odù ou destino está ligado a um ou mais orixá. Este orixá que rege o odù de uma pessoa influenciará muito durante toda a vida dela. Mas, nem por isso ele será obrigatoriamente o orixá-ori, ou "o pai de cabeça" daquela pessoa, ou seja, o orixá-ori independe do odù da pessoa. Vejamos um exemplo: um omon-orixá de Yansã que tenha no seu destino a regência do odù ofun (que é ligado à Oxalá), essa pessoa terá todas as características dos filhos de Yansã: independentes, autoritários, audaciosos. Mas, sofrerá as influências diretas do odù ofun, trazendo portanto para este filho de Yansã, lentidão em certos momentos da vida. Situação esta desagradável para os filhos de Yansã, que tem a rapidez como marca registrada.Os odùs ou destinos são um segmento de tudo que é predestinação que existe no universo, conseqüentemente, de todas as pessoas.Os odùs, além de serem a individualidade de cada um, também são energias de inteligências superiores que geraram o "Grande Boom", a explosão acontecida a milhares de anos no espaço que criou tudo.Dentro de um contexto específico (pessoal ou social) em nosso planeta esses odùs podem seguir um caminho evolutivo ou involutivo, por exemplo: existe um odù denominado de odi. Foi Odi que em disfunção gerou as doenças venéreas e outras doenças resultantes de excessos e deturpações sexuais. Traz em sua trajetória involutiva a perversão sexual e é ainda através desse lado involutivo de odi que acontece a perda da virgindade e a imoralidade .Porém, como expliquei, existe o lado evolutivo e o próprio odù odi citado aqui em nosso exemplo possui características boas e marcantes como: caráter forte e firme e tendência a liderança.Na verdade, são os odùs que governariam tudo que está ligado a vida em todos os sentidos.Abaixo, relaciono os 16 (dezesseis) principais odùs e seus orixás correspondentes:ODÙ ORIXÁ 1.Òkànràn Exu 2. Éji Òkò Ogun e Ibeji 3.Étà Ògúndá Obaluaiye e ainda Ogun 4.ÌròsùnYemanjá 5.ÒséOxum 6.ÒbàràOxossy, Xangô, Yansã e Logun-Edé 7.Òdì Exu, Omolu 8.Éjì Onílè Oxaguian 9.ÒsáYemanjá e Yansã 10.ÒfúnOxalá 11.ÒwórínYansã e Exu 12.Èjìlá SeboràXangô 13.Éjì OlógbonNanã 14.ÌkaOxumarê 15.OgbègúndáObá e Ewa 16.Àlàáfia Orunmilá.